Apresentação
O Projeto CArtes

 

O Conservatório d’Artes de S. Brás de Alportel (CArtes) é uma associação sem fins lucrativos, constituída por um número ilimitado de associados, desde pessoas singulares, pessoas coletivas, públicas e privadas, com sedes ou delegações nesta região, no país ou fora dele, movidas pelo interesse comum do Ensino Escolar Artístico, na multiplicidade dos seus aspetos.

 

A associação de direito privado, com o NIPC 513 309 110, foi constituída por escritura pública de 28 de novembro de 2014, sendo denominada CArtes - Associação do Conservatório d’Artes de S. Brás de Alportel.

 

O Projeto CArtes tem duas vertentes: CArtes Educação e CArtes Produções, sendo espectável que atinja a sua plenitude numa década. A sua estrutura orgânica é composta por uma Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho de Administração, este assessorado por uma Direção Executiva. No primeiro triénio é implementada a vertente CArtes Educação, com início em 2017/2018 através da Escola de Música do Conservatório d’Artes de S. Brás de Alportel, e posteriormente a Escola de Teatro e de Dança.

 

Sob o lema “Liberdade para criar…”, temos como Missão o desenvolvimento de um projeto cultural abrangente e inovador, que se assuma como mais um dos elementos dinamizadores do meio artístico local, quer no domínio da apresentação e fruição pública, quer no campo da formação artística, da criação e da experimentação, através de ofertas educativas e formativas nas áreas da Música, Teatro e Dança, valorizadas por diferentes tipologias e metodologias adaptadas aos diferentes públicos-alvo, tais como: Curso de Iniciação ao Instrumento; Curso Básico de Instrumento; Workshops; Cursos de Curta Duração (CCD’s); Seminários; Programa Música Ativa.

 

Para além da sua vertente educativa/formativa, o CArtes procura aliar a criação e a experimentação enquanto elemento estimulante do pensamento inovador e a sua capacidade de resolver problemas de forma criativa. Numa estreita relação entre as diversas formas de expressão artística, e assumindo a diversidade cultural e a criatividade como fonte de inovação, procura gerar uma maior atitude empreendedora, que acreditamos ser o pré-requisito para uma prosperidade continuada e um desenvolvimento sustentável, quiçá tão emergente face aos desafios de uma Europa cada vez mais competitiva e de um Mundo em franca globalização.

 

Recusamos, deliberadamente, um ensino centrado na mera repetição do já sabido, edificado, por um lado, na segurança de quem ensina e, por outro, na eficácia estereotipada de quem aprende. Entre escolher repousar no aconchego da reprodução, ou viver o estímulo e desassossego da inovação, escolhemos este último. E escolhemo-lo com a consciência de que tal significa escolher não apenas um caminho, mas, sobretudo, eleger um desígnio e um método como instrumento adequado a atingi-lo, isto é, por outras palavras, escolher uma cultura, ou melhor ainda, uma ideologia, e comprometermo-nos com ela.

 

Gostamos de pensar o CArtes enquanto projeto, enquanto algo imperfeito, inacabado..! Não o pensamos enquanto simples representação do futuro mas tão-somente como um “constante futuro a construir”, como um amanhã a fazer em todos os “amanhãs”, sempre à procura de novas sinergias, de novas simbioses, na tentativa de o transformar num projeto ímpar que alie conceitos estratégicos e de desenvolvimento face novo paradigma que se pretende ver consubstanciado no sistema educativo, proporcionando a todos uma sólida formação nas suas múltiplas vertentes: humanística, científica, histórica, ética, ecológica, estética e artística.

 

Sem etnocentrismos estéticos ou culturais, o CArtes define-se enquanto plataforma aberta e potenciadora de cruzamentos entre a música e outras áreas de criação artística, do conhecimento e da ciência. Um espaço aberto a todos os públicos e a todos os criadores por forma a proporcionar uma vivência artística plena a todas as pessoas, sem exceção, apresentando-se como uma estrutura que todos os anos renova o seu compromisso com o público, ao envolvê-lo em atividades e projetos inovadores que se traduzem em experiências artísticas fortes e potencializadoras do indivíduo no seu todo.

 

Conhecemos as dificuldades que enfrentamos e esse é o nosso Leitmotiv!

 

Rejeitamos liminarmente qualquer visão fatalista da cultura! Sabemos que as artes e as atividades culturais estão cada vez mais desterritorializadas, dissipando-se aos poucos do polo gravítico exercido pelos grandes centros urbanos pelo que, aos fatalismos anteriores das últimas décadas, nós dizemos NÃO! Rejeitamos a perspetiva de um centro que fala e periferias que escutam, preferindo antes vários centros em diálogo pois essa é a premissa fulcral do exercício democrático.

 

Um projeto desta natureza é, obviamente, fruto de um trabalho de equipa! Desde a sua génese e até aos dias de hoje, contámos com a colaboração e apoio de muitos, quer sejam entidades, empresas ou pessoas singulares. A todos expressamos um inquestionável agradecimento, e deixamos desde já a garantia que trabalharemos ininterruptamente de forma proativa e responsável para a criação de novas gerações de intérpretes e criadores, assim como na renovação e formação de públicos.

 

 

Cumprimentos CArtísticos,

2018, Direção Executiva